terça-feira, 1 de março de 2016

Valha-me, ó Deus!

Entre um trago de café
e uns goles de cigarro
na exuberância da agonia
falta amor, não falta fé

Falta a própria falta que sinto
de mim, de Deus, de nós não sei
do sorriso caído, do anjo sincero
da ingrata verdade que minto

Valha-me, ó Deus, minh'alma
que valha ao menos um conto de réis
na tauciturna turbulenta calma

sento no banco dos réus
de um conto de versos tortos
inocente no inferno, culpado nos céus

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Baby Queen

Dancing tail in the kitchen
Baby Queen just woke up
filled me with licked kisses
looked me with bunny funny ears

Look like 'I'm gonna mess'
spread mess and joy
a mess that I'll never fix
'cause I love you so, my boy

Funny thing is that
when I chose to give you a superhero's name
I never thought that you really would save me

spread love and joy
a love that I'll never forget
'cause I love you so, my boy
 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Apenas volte

Angústia, me deixa
me solta, me erra!
Os erros em si
já me lembram
todos os dias
felizes da vida
que nunca vivi

Regresse outro dia
só quando estiver
preparado pra sofrer

Só quando estiver forte
sem medo da vida
sem medo da morte

Regresse outra hora
prometo estar forte
Quanto à agora
só me deixe
apenas vá embora
E quando voltares
serei forte

[Apenas volte]


 

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Morte

Morte!
quem dera tivesse sorte...
e é deveras bela a vida
(é o que dizem)
mas também é sozinha
soturna, sofrida
(pelo menos a minha)

Detesto o ciclo da dor
que passa e volta mais forte
com gosto de morte
fortalece mas dói
fortalece e dói
fortalece, dói

Volta a dor, não volta o amor

E essa dor que não me solta
em cada momento que passo
perdido, ardendo em revolta
feneço em meu leito meu corpo lasso


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Copo d'água

Eu, sedento e só
perdido em sofrimento
com a garganta seca,
me afogo no teu copo cheio
perco o ar e o chão
engasgo com teu rancor
e a que água corrói as entranhas
dilacera minha alma
(já não vivo mais)

Calma, perdoe-me por
tomar o que não é meu
é que eu nunca tive um copo

Não tenho sonhado

Não tenho sonhado
e mesmo deixando de lado
tudo aquilo que um dia
preenchera a vida vazia
sigo sozinho e calado

Vestindo um sorriso falso
sustento a cabeça erguida
(que para mim é fácil)
conheço meu novo velho eu
e pouco tenho gostado
deste que não mais extravasa
no onírico mundo particular

Preso em minha confusão
desarrumo meus pensamentos
aniquilo meus valores
tudo vira um tornado
E já tornado quem não sou
enterro tudo que fui
O luto é esquecer o passado
e ignorar meus amores

Ainda não tenho sonhado
mas vivo de todas as dores

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Oceano

Jamais vislumbraria
que afogado neste oceano
a mim mesmo encontraria

E morto para a vida
mas vivo na profundeza
sigo perdido na beleza
deste mar profano

Meu espelho para o céu