Trinta e sete ligações perdidas
Relatório completo do meu dia
Ciúme ou anomalia?
Chega, até mais. Quero paz
E eu sei que não sou perfeito
Não é que você me sufoca
Torna apenas meu ar rarefeito
segunda-feira, 6 de junho de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Inteligência*
Receio que a palavra inteligência deveria trazer consigo um asterisco, sucedendo logo um rodapé estampando: INTELIGÊNCIA NÃO DÁ DINHEIRO.
Assim , ao menos haveria um esclarecimento, refutando esta qualidade outrora importante dos interesseiros (e seu dispensável respeito).
Ainda, a institucionalização da inteligência como antônimo de fortuna afastaria equívocos do cotidiano.
E antes que alguém tente lucrar com versões do rodapé da inteligência*, não se engane: INTELIGÊNCIA NÃO DÁ DINHEIRO - afinal, dizem por aí que inteligente, hoje, é quem sabe ganhá-lo. Ser vendido não é inteligente. Só que isto são outros quinhentos...
*INTELIGÊNCIA NÃO DÁ DINHEIRO
Assim , ao menos haveria um esclarecimento, refutando esta qualidade outrora importante dos interesseiros (e seu dispensável respeito).
Ainda, a institucionalização da inteligência como antônimo de fortuna afastaria equívocos do cotidiano.
E antes que alguém tente lucrar com versões do rodapé da inteligência*, não se engane: INTELIGÊNCIA NÃO DÁ DINHEIRO - afinal, dizem por aí que inteligente, hoje, é quem sabe ganhá-lo. Ser vendido não é inteligente. Só que isto são outros quinhentos...
*INTELIGÊNCIA NÃO DÁ DINHEIRO
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Você
És a escuridão que me ilumina
a tristeza que me anima
dor inspiradora
solidão, minha companhia
A liberdade que sufoca
a angústia que me faz voar
És o abismo do meu chão
a vertigem do meu equilíbrio
certeza lúdica
realidade, meu sonho
minha.
a tristeza que me anima
dor inspiradora
solidão, minha companhia
A liberdade que sufoca
a angústia que me faz voar
És o abismo do meu chão
a vertigem do meu equilíbrio
certeza lúdica
realidade, meu sonho
minha.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Complicado
Não que eu não te goste
quem dera fosse simples
como quando crianças
sem medo e sem medo
Não que eu não te queira
quem dera fosse assim
cair no mesmo lugar
ter você pra mim
Não que eu não vá
pois a flor sempre fenece
pessoas sempre deixam
Se no adeus jaz esperança
estou, pois em teu sorriso
Não que eu não volte
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Mais do que você imagina
O vasto tempo infinito foi
e tinhas o mundo
tua flor fenecerá a cada suspiro
assim perdes a majestade
A última lágrima derramada
secou ante tua frieza
sonhos calcados em nada
óbice em considerar-te
O mais belo transformastes em mentira
toda vertigem e angústia
mais do que você imagina
Lembranças se esvaem sem pesar
adeus sem arrependimentos
na escuridão que jaz tua coragem
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Redenção
"Daí uma coisa que não faria e da qual, entanto, jamais seria homem o suficiente. Morto para a vida e para os sonhos… nada espero e coisa alguma desejo - eu venho fazer enfim desse onirismo realidade.
Talvez não me acreditem. Decerto que não me acreditam. Mas pouco importa. O meu interesse pela vida é nulo. Não tenho família; não preciso que resgatem minha alma. Quem esteve à beira do suicídio, nunca se recupera. A verdade simples é esta.
Demais, admito, após os acontecimentos em que me vira envolvido, ficara tão despedaçado que este abismo me esboçava uma coisa sorridente. Era o esquecimento, a tranqüilidade, o sono. Era um fim como qualquer outro - um termo para a minha vida estilhaçada. Toda a minha ânsia foi pois, de ver tudo isso terminado e começar do zero. Ou mesmo, não começar.
Pense que morri de amor. Ou que o amor me matou. Cherchez la femme. Uns chamariam de doença psicossomática, outros de crime passional. Mas há crime contra o que sobrou de mim? Depois, a vítima, um poeta, um artista. Ela eternizara-se desaparecendo.
Nada já me faz sofrer. Extrapolei meu limite, nada já me fará oscilar. Puramente, este momento culminante raras são as criaturas que o vivem. As que o viveram ou são, como eu, os mortos-vivos, ou - apenas - os desencantados que, muitas vezes, acabam no suicídio.
Contudo, ignoro se é felicidade maior não se existir tamanho instante. Morte: Sim, é egoísta ao extremo - quem recusa o egocentrismo é hipócrita. Mas os que o não vivem, têm a paz - pode ser. Entretanto, não sei. E a verdade é que todos esperam esse momento luminoso. Logo, todos são infelizes. Eis pelo que, apesar de tudo, eu me orgulho de tê-la vivido. Sobrevivi.
Mas ponhamos termos a este imbróglio. Não quero remorso. Tenho a solidão. E, fraco que sou, vou-me lançando em mau caminho - lamento. Contudo, por muito lúcido que queira ser, esta solidão me fará crescer - estou certo - mais incoerente, mais perturbador, menos lúcido.
Uma coisa garanto porém: não deixei de sopesar a importância de cada lágrima, por ínfima que seja. Em casos como o que tento explanar, a luz só pode nascer de uma grande soma de fatos. E são apenas fatos que eu vivi – ou sobrevivi. Disso tudo, quem quiser, tire as conclusões. Por mim, declaro que nunca a experimentei de fato. Endoideceria, seguramente.
Mas o que ainda uma vez, sob minha palavra de honra, afirmo é que só digo a verdade. Não importa que me acreditem, mas só digo a verdade - mesmo quando ela é inverossímil...
Mortos sequer dizem a verdade,
Agora já não sei quem sou.
Não matei. É o que deixo por acreditar. Mas não confiaria em mim.
Por isso vou. Talvez, um dia tenha vocês o que procuram,
a resposta."
Talvez não me acreditem. Decerto que não me acreditam. Mas pouco importa. O meu interesse pela vida é nulo. Não tenho família; não preciso que resgatem minha alma. Quem esteve à beira do suicídio, nunca se recupera. A verdade simples é esta.
Demais, admito, após os acontecimentos em que me vira envolvido, ficara tão despedaçado que este abismo me esboçava uma coisa sorridente. Era o esquecimento, a tranqüilidade, o sono. Era um fim como qualquer outro - um termo para a minha vida estilhaçada. Toda a minha ânsia foi pois, de ver tudo isso terminado e começar do zero. Ou mesmo, não começar.
Pense que morri de amor. Ou que o amor me matou. Cherchez la femme. Uns chamariam de doença psicossomática, outros de crime passional. Mas há crime contra o que sobrou de mim? Depois, a vítima, um poeta, um artista. Ela eternizara-se desaparecendo.
Eu era um herói, no fim de contas. E um herói com seus esboços de mistério, o que mais me aureolava. Super-Homem.
Nada já me faz sofrer. Extrapolei meu limite, nada já me fará oscilar. Puramente, este momento culminante raras são as criaturas que o vivem. As que o viveram ou são, como eu, os mortos-vivos, ou - apenas - os desencantados que, muitas vezes, acabam no suicídio.
Contudo, ignoro se é felicidade maior não se existir tamanho instante. Morte: Sim, é egoísta ao extremo - quem recusa o egocentrismo é hipócrita. Mas os que o não vivem, têm a paz - pode ser. Entretanto, não sei. E a verdade é que todos esperam esse momento luminoso. Logo, todos são infelizes. Eis pelo que, apesar de tudo, eu me orgulho de tê-la vivido. Sobrevivi.
Mas ponhamos termos a este imbróglio. Não quero remorso. Tenho a solidão. E, fraco que sou, vou-me lançando em mau caminho - lamento. Contudo, por muito lúcido que queira ser, esta solidão me fará crescer - estou certo - mais incoerente, mais perturbador, menos lúcido.
Uma coisa garanto porém: não deixei de sopesar a importância de cada lágrima, por ínfima que seja. Em casos como o que tento explanar, a luz só pode nascer de uma grande soma de fatos. E são apenas fatos que eu vivi – ou sobrevivi. Disso tudo, quem quiser, tire as conclusões. Por mim, declaro que nunca a experimentei de fato. Endoideceria, seguramente.
Mas o que ainda uma vez, sob minha palavra de honra, afirmo é que só digo a verdade. Não importa que me acreditem, mas só digo a verdade - mesmo quando ela é inverossímil...
Mortos sequer dizem a verdade,
Agora já não sei quem sou.
Não matei. É o que deixo por acreditar. Mas não confiaria em mim.
Por isso vou. Talvez, um dia tenha vocês o que procuram,
a resposta."
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